Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Testamento


Não queria acelerar o testamento

Pra saber o que vou deixar

Preciso pensar


Para o céu

Deixo o tapete de nuvens

Que clareia majestosamente

De forma Bela e Garbosa

Toda existência da terra


Para as estrelas

Deixo os anjos

Para que com elas façam seus versos

Declaração universal de amor

Para todos que habitam esse universo


Para a lua

Deixo a minha gratidão

Por ter sempre iluminado

Minhas noites de solidão


Para o sol

Deixo a minha alegria

Por ter sempre me aquecido

Por ter sido um grande amigo

Iluminado meu caminho


Para o mar

Deixo a brisa suave

A melodia tema das ondas

E o horizonte de amores algozes


Para as arvores

Deixo o orvalho

Que cintila de mil cores

Anunciando o frescor das manhãs

E refrescando o secar dos amores


Para os passarinhos

Deixo o perfume das flores

E para as flores

Deixo os passarinhos cantores


Para os meus amigos

Deixo um pouco de mim

Do meu carinho

E do meu existir

Deixo o presente e o futuro

A experiência de vida vivida

E o amor mais puro


E para minha morte

Deixo sim

As lágrimas da despedida

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Dias de luta


Passo a passo nesse palco
Ganhamos espaço, de lutas compradas
Cientes da dor,
Cientes dos infortúnios
Das desilusões
Contra o mundo se preciso for!

Juntando pelo caminho
Pedaços de mim, dos meus sonhos
De encantos retirados de versos
já cantados.
Que nas lutas espalhados
Não se desistam desses traços

Que por nós conhecidas
Como meta a felicidade
Parece não ter mais luta
De um processo sem descanso
De um processo sem estradas
Por um caminho de faixadas

Se confudem com a chegada
De quem atenta a essa espera
Ao ver nascer em leve descanso
cravada bandeira de eco ao campo
Guerrilheiros esclarecidos
Em dias de luta... Dias de luta

Sábado, 26 de Janeiro de 2008

DOSE DUPLA


ENTRE OLHARES


Dois olhares se encontraram

Na ausência do tempo conversaram

No natural silêncio tramaram

Juras de amor se doaram


Expressaram o que sentiam

Entendiam e ganhavam

De sentimentos escravizados

Libertaram o que amavam


Depois de tempo entre olhares

Vontades subliminares

Em jardins sufocados


Andando distante,

Como há muito tem sido

Entre olhares.



O SOM DAS SEREIAS

O som das sereias

Que encanta... Que leva

Num mar sem ouvidos...

De águas de cantos




É um som sem tradução

Um amor sem navegação

São sorrisos contidos

São olhares escondidos



Em esperanças, atitudes

Em zonas de riscos

De fácil aproximação


De Laços rompidos

Amores não vividos

De nenhuma ilusão


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Todos foram sonhos

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Além da noite de NATAL

Além da noite de natal

Mil abraços quero dar

Infiltrar-me entre presentes

E com os amigos festejar



Além da noite de natal

Murmúrios não vão contar

Há de ser felicidade

E todos a brindar



Além da noite de natal

Todos podem se alegrar

A festa não é de um dia

Mas sim pra sempre durar



Além da noite de natal

Que não se percam em melodia

Natal não é mania

Natal é todo dia.

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

AUTORES

Na busca de tranqüilidade

Cantei-te Bocage

Assento ao teu amor

Rendi-te da mais bela flor

Até as altas emoções.

Que dirá Camões.

Ao passo da mais bela voz

Como fez Eça de Queiroz

Triunfou da terra pela mais bela nau

Sagrou Antero de Quental

De um sentir mais sublime

Por um saber mais amargo

Contou Jose Saramago

Ao ler a mais linda persona

A de Fernando pessoa.

Domingo, 4 de Novembro de 2007

EU POETA

A vida de um poeta

É coisa meio estranha

Quando escreve e sente, mente.

Engana a gente; que logo se rende.

Perde-se de amor.



Sente bem mais que gente

Sente e talvez nem tente

Se finge que sente ao

Menos pressente.

E se pressente é porque já sente.



Se já sente e chora: SENTE

Se sente e ri: PRESSENTE

Se sente e cala: NÃO SENTE

Se rende a quem verdadeiramente SENTE

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Carta é AMOR

Aparecem os que dizem

O que quero ouvir

De uma forma ou de outra

São os que sabem mentir



Quando dizias SIM

Talvez eu quisesse ouvir NÃO

Me inquietava pensar

Nesse teu vício de se importar



Sei que esnobei e até ignorei

Mesmo quando me falou

Ao teu lado SEMPRE estarei



SEMPRE parecia uma palavra perigosa

Preferia pensar assim

Mesmo que teimosa.


Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Os Vários dias que Virão

Vou passear, vou me encontrar por aí
Me dividir, dizer para o não o que é sim
Quem sabe assim tudo possa mudar
Nessa minha vida em que o tudo é rotina
E que o nada é novidade para mim


Confio nos vários dias que virão


Eu quero sim, nadar pelas ruas
Todas cheias das águas dessa chuva
Vou flutuar, vou me entregar para o meu fim
Quem sabe assim, essa luz que surge de dia
Possa surgir aqui dentro de mim.

Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

NAMORAR É:

Beijar e abraçar

Sem se cansar;



Andar de mãos dadas

E dar muitas risadas



É comemorar,

Torcer pelo tempo demorar;



É pessoas enamoradas,

Loucamente apaixonadas;



É ter alguém para amar,

Estar no patamar.



Ame com todo amor de seu coração

Pois o amor tem que ser completo,

Se for rascunho faça uma linda canção

Que de alegria seu namoro seja repleto...



Dedico aos namorados

Incentivo das paixões

Amantes ou amados

Dividindo lindos sonhos

Olhando-se bem nos olhos

Sentimentos de ilusões



Navegam buscando o amor

Arma que os conduz

Miragem bem duradoura

Ornada de afeição e luz

Romance em comunhão

Agora e sempre terão

Durante anos vindouros

Orvalhado de esplendores

Salve os grandes amores

Domingo, 10 de Junho de 2007

O INÍCIO - DOSE DUPLA

Olhos bonitos

Lábios de mel

Um jeito tão puro

Coração tão fiel



Cabelos compridos

Caídos na costa

Eu observo

E tenho a resposta



Tuas mãos são macias

Tua voz é tão bela

Teu corpo me prende

Como a cinderela



Teu príncipe encantado

Estava só fantasiado

O verdadeiro príncipe

É o que está ao teu lado



No teu palácio

Vou passear

Tuas mãos macias vão me acariciar

E os meus lábios os teus vão beijar.

_________________________________________


PRIMEIRA PERDA

Fito-lhe incessantemente.
Busco-te em pensamentos descontentes.
Vejo-te só na multidão incandescente.
Estendo-lhe a mão e sorris alegremente.



Ardendo em desejo, nos amamos incontrolavelmente.
Euforicamente nos entregamos tão naturalmente.
Sem restrições, deixamos passar inconseqüentemente.
E agora sozinhos temos que nos calar, mesmo que aparentemente.



Fomos vítimas de maus presságios, questionados levianamente.
Perdemos a confiança em um momento, rompemos em abandonamento.
E ao chorar o sofrer desse desapontamento, decidimos pelo afastamento.



Passado o tempo, não precisa mentir tão intensamente.
Quando me vires na rua,... Lembra que foi intencionalmente.
Ninguém tem culpa, o amor entre nós se deu inocentemente.

Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

O PARÁ MOSTRA SUAS RAÍZES

Trazendo o tema “O Pará mostra suas raízes”. Deu-se início, no último domingo ao XX FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DO PARÁ, totalmente gratuito em todos os seus espetáculos.

Trazendo um repertório sinfônico de altíssima qualidade, o festival já fez assíduos fãs, haja vista que mesmo a falta de divulgação não privou o festival de receber em sua abertura a presença de seu fiel público.

Sobre o comando do regente Mateus Araújo que já encanta os paraenses ha algum tempo, a noite decorreu de forma mágica. Ouvir uma breve introdução de “O Guarani”, obra que imortalizou Carlos Gomes, ao início de cada apresentação no theatro, enche de orgulho quem o visita. O próprio regente fez questão de citar e decorrer a cerca da apresentação, que trouxe as seguintes obras:

ABERTURA CUBANA (1932)_George Gershwin (1898-1937):

Essa foi a primeira apresentação. Uma obra curta, porém bastante singular. E é claro que assim o seria, afinal Gershwin a compôs após uma estada em Havana, o que faz com que os instrumentos folclóricos cubanos tenham toda a sua sonoridade expressa; como disse o regente: ”... vocês irão sentir os ventos, ouvir as ondas...” e de fato isso acontece, de forma irreconhecível, perfeita e resoluta. Talvez a visão norte-americana da cultura latina, mas enfim, vibrante.

ADAGIO PARA CORDAS (1938)_ Samuel Barber (1910-1981):

A conhecida obra que traz um lirismo tão intenso, ..., sim intenso, é capaz de fazer o mais frio dos corações sentir sua dor. É sua obra mais conhecida e difundida em grandes espetáculos, filmes (platon, o homem-elefante...). Uma verdadeira marcha fúnebre, uma melodia sem igual, impossível transformar em idéias seu romantismo tão poético, inspirador. Uma obra que toca cada um que a ouve, realmente um legado.

TRÊS DANÇAS PARA ORQUESTRA (1949)

DANÇA SELVAGEM_DANÇA NEGRA_DANÇA BRASILEIRA_

CAMARGO GUARNIERI (1907-1993): Em defesa de uma arte Brasileira autêntica, foi possível ver o regente se emocionar ao falar sobre o Maestro. Mozart Camargo Guarnieri faleceu a 13 de janeiro de 1993, aos 85 anos, em São Paulo, logo após ter sido agraciado com o prêmio "Gabriela Mistral" pela OEA (Washington), considerado o Nobel das Américas, com o título de "Maior Compositor Contemporâneo das Três Américas".

Tivemos um pequeno intervalo, onde os três sinos do teatro puderam ser ouvidos a longe.

Então veio a segunda parte, obras de Antonin Dvořák (1841-1904).

SINFONIA no9 EM MÍ MENOR, op.95”Do Novo Mundo”(1893)

ADAGIO – ALEEGRO MOLTO

LARGO

SCHERZO: MOLTO VIVACE

ALLEGRO COM FUOCO

As composições de Dvořák têm estilos muito próprios, com grande riqueza melódica e colorido orquestral. Seguindo de pontos fortes e ao mesmo tempo melódicos, triunfantes, como em uma cena de um rei tomando posse sua coroa.

É barulhento (no bom sentido), cheio de altos escalões. Fazendo da orquestra algo grande.

Natural e espontânea, sua obra revela-se, sobretudo na sua fresca, sadia e abundante invenção melódica.

E assim foi a abertura do Festival, que perdurará mais uma semana em 8 locais distribuídos pela cidade, são eles:

*Theatro da paz

*Igreja de Sto. Alexandre

*São José Liberto

*Art Doce Hall

*Carlos Gomes – sala Ettore Bosio

*CCBEU – cine teatro

*Praça Batista Campos

*Hangar – encerramento

O que é mais maravilhoso em tudo, como já falou o início. ENTRADA FRANCA

Delicie-se com qualidade, não deixe de assistir esse espetáculo.

Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

As palavras que não foram ditas, estavam nos meus olhos escritos, porém você não os enxergou.

Segunda-feira, 21 de Maio de 2007


As oportunidades são verdades que devemos encarar a todo custo

MóMó

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Paola...

Tão bela como uma princesa.

Astuta e imponente como uma mulher.

Mesmo ainda tão jovem.

Carrega o brilho e a graciosidade
de uma mulher.

Traz consigo a altivez de uma rosa.

E sua destreza também.

Sempre com um sorriso tão caloroso.

E tão lindo nos lábios,

que se torna difícil não encantar-se.

Uma menina coroada,

possuidora de uma intensa alegria.

Alegria essa que felicita a qualquer um.

Sua beleza é linda, rara e incomum.

A mesma faz com que consigas predomínio.
Entre todos.

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Uma merecida homenagem para quem é muito importante para mim.

Especial, alguém para se regar a cada manhã, a cada hora, a cada instante. Um achado raro, um elemento para se guardar a sete chaves, até para se esconder a fim de que as intempéries da inveja, do rancor, da desilusão não te atinjam. Infelizmente terás que passar e enfrentar todas essas coisas e só depois disso saberás realmente em quem confiar.

Terça-feira, 15 de Maio de 2007

Não se Abandone

Quando depositamos, excessivamente, confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de nos decepcionarmos se torna muito grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas e vontades, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas. Nós na verdade, podemos até beber do mesmo vinho, mas nunca na mesma taça. Temos que procurar nos bastar e reconhecer essa verdade... Nos bastar sempre e, quando procuramos estar com alguém, devemos fazer isso, cientes de que estamos junto porque AMAMOS, gostamos, queremos e nos sentimos bem, e nunca por achar que precisamos daquela pessoa ao ponto de não conseguirmos viver sem ela, e jamais permitir que a outra pessoa desenvolva tal sentimento por nós. Devemos viver por nós, sempre buscando o propósito da nossa existência. Aprendamos com as cordas do violão, que são independentes, mas juntas, cada uma fazendo a sua parte, constroem as mais belas melodias. As pessoas se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e. VIDA!
POR ISSO NUNCA SE ABANDONE!”

Sábado, 12 de Maio de 2007

Mãe...

Esse amor que me destes antes de nascer.
Antes mesmo de me ver, já podias dizer.
Antes mesmo de te ver e pude agradecer.
Nos teus braços inquebrantáveis, te reconhecer.
Em teu choro de felicidade; o meu por saber.
No orgulho que em ti crescias, no meu a desenvolver.
A chave da tua felicidade, o despertar do meu crescer.


Mãe...

A face materna de Deus...

A mesma que nos molda.

O que somos se não o que nossas mães fazem de nós?

Que nos dão mais que amor, preenche-nos com sua vida.

Sacrificando suas vontades para o crescimento de

Quem acompanhou mais que qualquer outro,

Mais que a si mesma.

Ficam versos livres cheios de objetivo

De um despretensioso escrevente...



Em seu olhar encontrei aceitação.
Em seu sorriso encontrei conforto.
Em seus braços encontrei abrigo.
Em seus atos encontrei justiça.
Em seus pensamentos encontrei bondade.
Em seus conselhos encontrei verdades.
Em suas verdades encontrei confiança.
Em seu viver encontrei AMOR________MÃE.
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Homenagem à minha mãe... Solange

Que é nada mais, nada menos que MINHA mãe
mais nada a declarar...
(huhauahuhua)

Sábado, 5 de Maio de 2007

A BAILARINA


Bailarina

Fiz-me turista de uma terra que já há algum tempo me chamava atenção. Terra das bailarinas. Terra encantada de cores infindas. Terra mágica pelo ar de beleza que exala das pessoas, dos espetáculos.

Não sei se fui convidado a entrar em tal universo. Só sei que quando me achei nele já estava. Não tinha como voltar atrás sem tentar explorar os mistérios, o cosmos de tão belo lugar. Com argúcia analisei e contemplei o que meus olhos conseguiam captar e o que meu ser quis internalizar.

Andei. Andei. Parei. Corri. Adormeci. Encantei-me. Vi, no entanto, que nem tudo ali eram rosas. Havia no espírito daquele espaço a dor. Uma dor não desnecessária. Uma dor fruto da perfeição que todas buscavam. Diria sem erro que era uma dor em prol da arte, um sentir real ao mesmo tempo artístico.

O que ao longe era um espetáculo, no íntimo daquelas servas de Apolo¹ era um sacrifício. Não era em vão os dedos doloridos pelo lançar-se sem medo ao alto. Era a expressão do desejo de se atingir um objetivo focado sem poupar esforço, no caso encantar o público. A vida, assim como as bailarinas, também quer nos proporcionar perpétuo encantamento. Por isso digo que bailarina e vida são coisas relacionadas, falar-se em uma delas é falar, por extensão, da outra, são termos que se confundem, são sinominais.

Uma vontade em buscar e desbravar o novo deve fazer parte da nossa vida; temos que encará-la com mais ousadia, como um elemento dinâmico que, como afirmou Heráclito ² , está sempre se renovando e que nunca mais será a mesma. Nossa missão é a de fazer com que esta renovação seja positiva, nos faça crescer; porém, infelizmente, ainda que sob o efeito do “ar de bailarina” nos trancafiamos a uma incompleta e perigosa estabilidade; ainda somos cúmplices de um vínculo pernicioso com uma realidade que censura nossos sonhos, limita nosso agir, não nos deixa saltar, mudar de rumo.

Prego que nos revistemos da audácia de uma bailarina. Que façamos dos seus passos delicados, mas determinados, os nossos. Que moldemos nossos olhos aos dela. Dizem ser olhos de altivez, mas não é. É um ver a vida como um sempre a se conhecer, como um aspecto contínuo de que tudo é transitório. Ela olha sempre para cima porque o que já se passou não mais lhe interessa; o contemplar dela não se prende a momentos que a fizeram sofrer, tanto é que sempre está a pular, a sorrir. Sorriso como molde de uma filosofia de vida. Filosofia da arte. Bailarina vive a arte, ela é arte. Bailarina, nesse sentido, é uma estética humana muitas vezes não apreciada, não seguida, mas viva, que carrega em suas entranhas uma inquietação pelo sempre romper com o estabelecido. Ela é a anarquista do mundo conformista.

Tentei definir o que é uma bailarina. Não consegui. Não é possível, é algo indefinível. É um Ser-arte, algo para se admirar. Tive toda esta impressão ao conhecer uma bailarina. Adentrei, como falei no início, num mundo sem ser convidado, não me arrependi, pois sensações que há muito não sentia voltaram como que estivessem regressando de uma terra longínqua para se firmarem em definitivo. Fui sacudido a viver, fui exortado a agir, a fazer do meu cotidiano contornos imprevisíveis, buscando única e simplesmente a essência da felicidade. Assim o fiz. Tudo isso proporcionado por uma bailarina. Que sigamos seu caminho e suas intuições...

1- deus das artes

2- filósofo grego

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O melhor crônista>> Ricardo Daltro

Terça-feira, 24 de Abril de 2007

Dose Dupla

CALADO CORAÇÃO

Vivi muitos anos sozinho
Sonhando calado
Meus sentimentos íntimos
Em meu coração trancado


Depois de tanto pensar
E de muito te amar
Resta-me agora declarar-me
E esse lindo amor compartilhar
Quero dizer agora
O que por tanto tempo eu retive
Exagero não, não.
E muito menos uma falsa emoção


O que eu sinto Por você
Tão real como a brisa
Que te acaricia a pele
E tão misterioso como a vida

*******************

AO MESMO TEMPO


Todos os dias são dias iguais
Todas as noites são noites a mais
Acordo e penso, começo a odiar.
E perco meu tempo em me desprezar.


Perdido estou no meu próprio caminho
E há muito tempo to andando sozinho
A minha luz, já se apagou...
E eu nem quero enxergar onde estou.


Todo meu tempo espero em vão...
Alguma força que me tire do chão.
O tempo passa e eu morro calado
Paranóico de coração machucado.


Já me cansei de ter ficado feliz
E me arrependi por tudo que não fiz
Eu deito no chão e tento esquecer
Mas o tempo fecha e começa a chover.

*******************

“Calado coração” e “Ao mesmo Tempo”, respectivamente, foram escritos na mesma hora, distinguem-se ao nome, ao tempo, a forma.

Mas não se distinguem em vidas, emoções, momentos e sanções.

Por isso a dupla publicação.

Thiago MóMó

Domingo, 22 de Abril de 2007

SHADOW OF THE COLOSSUS

Não é sempre que se vê, ouve ou contempla alguma coisa dessa dimensão...

“Shadow of the Colossos”, traz do antigo o novo. Da lenda, do mito, a transformação da realidade.

Poucos ou quase nenhum jogo... Cumpre com tanta perfeição esses quesitos, tudo que possa dizer-se é pouco e bem difícil seria chegar próximo a essa resolução.

A história começa quando um personagem sem nome, também chamado por WANDERER (andarilho), chega montado a cavalo a uma terra linda e desconhecida, uma terra esquecida, uma terra de ninguém, cheia de fabulosos penhascos e deformações naturais que fazem da mesma algo surreal. Uma jornada inesquecível. Um mundo gigantesco com milhas de uns terrenos majestosos, cada penhasco ou cachoeira. Tudo é deslumbrante. Tudo é impressionante.

WANDERER traz consigo uma mulher, que a essa altura não sabemos se é sua amada, irmã, mãe, enfim... Ela apenas está morta e o que se percebe é que ele pretende traze-la de volta a vida.

WANDERER chega a esta terra através de uma imensa e extraordinária ponte, imagem essa que vive em cada subconsciente, umas das mais belas imagens que já presenciei em games.

A ponte leva a um templo, onde se inicia um diálogo com uma voz estridente e rústica que parece vir de dentro do templo. Os diálogos são básicos e suficientes, nesse diálogo o garoto explica que a menina em questão (também não recebe um nome) morreu de forma injusta, e o mesmo fará tudo o que for possível para restaurar a vida dela, pois acredita que a “voz do templo” tenha esse poder. A voz responde que isso pode ser possível, porém, há “um preço a se pagar” e “uma tarefa a se cumprir”. A tarefa em questão é acordar e derrotar todos os dezesseis Colossos, criaturas magníficas, tanto em tamanho quanto em complexidade e beleza. Assim tem início o jogo.

Complexo em toda a sua simplicidade, lindo, marcante.

“Mate os 16 colossos e traga a vida ao que já é morto”,

Simples não?

A partir daí, o mundo é seu, caminhe, cavalgue, corra e salte por uma imensidão cheia de cores e tratados naturais que percorrem linha a linha gráficos impressionantes. Não há inimigos menores a derrotar, vez ou outra aparecem pássaros, lagartos atravessando desertos. Tudo que tem vida é você, seu cavalo (AGRO) e o mundo. Você é livre.

Refletindo a luz do sol em sua espada é possível localizar os Colossos, e quando está frente a frente com eles, temos a impressão de que estão vivos ali, donos de corpos magistrais, presos por uma deformidade natural, presos atrás de olhos sem sobrancelhas ou pálpebras que transmitem uma expressão tão sutil, tão “penosa”, olhos cheios de um “por quê?”. Com certeza existem sentimentos naquele olhar.

Criaturas que estavam ali, sem fazer mal a ninguém, mas que merecem ser mortas por motivos pessoais ou não. Tem que ser mortas.

***

Para vencer cada Colosso, é preciso encontrar pontos espalhados, pelos imensos corpos, que devem ser escalados passo a passo, táticos ou força, mas devem ser escalados. A soma de precisão e habilidade entra em cena para fazer os gigantes tombarem.

A luta se desenrola ao som de orquestras maravilhosas e ornamentadas, nem dá vontade de derrotar o Colosso só para ouvir mais das músicas, só para ver os movimentos dos gigantes ornamentados com tantos detalhes e realismos, que se torna difícil dar o golpe de misericórdia diante de tanto sofrimento das bestas perante um ataque.

Dá vontade de fazer o jogo durar para sempre.

Não apenas jogue, sinta esse imensidão, que é descobrir o mundo de “shadow of the colossus”, a maior experiência com um controle de PS2 na mão.





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Você pode conferir alguns trailers do GAME
TRAILER 1


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TRAILER 2


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TRAILER 3

Sábado, 14 de Abril de 2007

Pássaro Cativo

Por onde anda

Espírito do mundo?

Que tua morada

Só dura um segundo!



A sua partida

Espírito de liberdade

É fuga iludida

Não é de verdade.


Onde seu coração estiver

Você também vai estar

Mesmo num lugar qualquer

Continua naquele lugar.


Mas se não parte e fica

E sua mente voa distante

A sua presença não modifica

A ausência desse instante.


Voa alto, aventureiro

Para bem longe de mim

Mas não me faça prisioneiro

De um amor vazio assim.

Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

SPARTA


Espartanos nunca recuam.

Espartanos nunca se rendem.


Espartanos resistem.

Espartanos lutam.

Espartanos morrem.


-Nossas flechas vão cobrir o sol.

-Então lutaremos nas sombras.


-Espartanos preparem sua refeição matinal.

Pois nesta noite, vamos jantar no inferno.


Eles fazem o que foram treinados para fazer.

Eles fazem o que foram criados para fazer.

Eles fazem o que nasceram para fazer.


Isso é ESPARTA

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Trechos retirados da "novel graphic" de Frank Miller - 300

Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Poeta ama/dor


Essa minha poesia...

Quem me dera soubesse escrevê-la.
Poética.
Quem me dera fosse, para mim, a melhor.
Ética.
Que não dissesse nem verdades nem mentiras.
Cética.

Fosse dentre todas a mais bela.
Estética.
Somasse todos os meus sentimentos numa única razão.
Aritmética.
Mas não sei fabricá-la dentro de uma ordem.
Alfa/ bética.
Queria tratar do nada, da dor, da flor, do tudo.
Eclética.
Que minhas palavras alimentassem sonhos e esperanças.
Profética.
Queria falar do Sol, da Lua, da dança.
Frenética.
Não sou um ser pré/determinado bio/poetica/mente?
Genética.
Queria ser poeta natural, brincar com a palavra artificial.
Sintética.
Mas não sei fazer poesia, fabricar sentidos, des/velar sentimentos,
Pois fiquem com o que não consigo expressar
Inter/locutor de poeta ama/dor
Mas será que todo poeta ama a dor?
Poeta categoria amador, que ama a cor, que ama a flor, e até ama a dor...

Se eu não deixar saudades


Se eu não deixar saudades
Me procures numa flor
No orvalho da manhã
Ou nas lágrimas de um amor.

Me procures no destino
Pois talvez serei menino
Na infância de um sonhador.

Se eu não deixar saudades
Me procures num olhar
Na ternura de um abraço
Ou no brilho de um luar.

Me procures sob o céu
Pois talvez serei silencio
Na ânsia de um esperar.

Me procures num momento
No vento mais lento que passar
Nos passos da liberdade
Na serenidade de um suspirar.

Se eu não deixar saudades
Me procures na alvorada
Na beleza de alguma estrela
Ou na lua abandonada.

Me procures na solidão
Pois talvez serei canção
No ritmo da madrugada.

Me procures no vasto tempo
Pelo som da noite amada
Nas asas do pensamento
No sol, na chuva e mais nada.

Ciclo do Amor

O amor é uma criança
Que se alegra por pequenos gestos
Que, feito de grande esperança,
Não admite sonhos modestos



O amor é um adolescente
Que se redescobre na intimidade
Um ser egocêntrico e carente
Que vê no outro sua propriedade



O amor é um adulto
Cuja vida o fez entender
Que se pode ser generoso
Pois só pode dar, quem tem a oferecer



O amor é um velho moribundo
Que desmascara a ilusão da vida:
Ninguém é de ninguém nesse mundo
Pois irá sozinho em sua partida.

.

Longe Daqui


Um dia estarei longe, e meu rosto só verás em fotos.
Um dia levantarás cedo, e lembrarás que cedo não me tens mais.
Um dia precisará de algo, e verás que do pouco lhe falta muito.
Um dia ouvirás um NÃO, e recordarás que de mim só ouvias SIM.
Um dia tentarás falar, porém não estarei mais aqui.
Um dia vais querer me ouvir, e minha voz terás à lembrança.
Ao fim dos dias pensarás melhor.
Ao fim dos dias saberás assim.
Estive ao teu lado todos os dias, e você esteve longe de mim.
Você me mudou todos os dias, e depois mudou de mim.

Se um dia eu não te ter amigo

Se um dia deixarmos de falar, saberei que é passageiro.
Juramos sempre haver amizade
E enquanto houver amizade, pediremos perdão.

Se um dia nosso tempo acabar
A amizade vai durar
E lembraremos pra sempre nosso bem estar

Se um dia eu for embora,
Nossa amizade verdadeira, não vai deixar nos afastarmos.
E outra vez ao teu lado vou estar.

Se um dia, morrermos, como amigos.
Ainda sobrará amizade
E nossas gerações vão brindar essa amizade.

Se um dia tudo mesmo acabar.
A gente vai dar um jeito de fazer tudo de novo.
Sempre com uma diferença.
Um jeito único, pra sempre.

Se um dia eu te perder, sem ter planejado
Não te preocupas, logo vais me ter ao teu lado.
Há uma só forma de viver, e é ao lado dos amigos.
A forma que escolhi.

Acabou comigo


Foi uma jóia rara que passou pela minha vida
Uma jóia rara que não se encontra em lugar algum

Todo amor um dia chega ao fim



Às vezes chegava a me assustar
Sabia que não era o primeiro a ocupar seu coração
Disso não fazia jogo
Mas seu olhar bastava, sua companhia bastava



O controle ela detinha, o contrário nem pensar
Tinha essa capacidade maravilhosa
Do mais nada a reclamar
Sem inferioridade, apenas aceitar



Ela nunca ia me adorar...
Ficava feliz apenas com o fato de tê-la ao lado
Certeza de um amor, ela tinha
Amor a ela mesma



Fazia pouco caso, quando a enchia de elogios
Mas sabia que massageava aquele EGO.
Ela simplesmente não podia viver sem eles
E eu sem reconhecê-los



Nada a emocionava, não adiantava dizer que a amava, que estava apaixonado
Tudo isso ela sempre ouviu
Melhor do que dizer que a ama, era reconhecer: você é espetacular
Sem maneiras delicadas, porém tão suave...
Que chegava a ser um enigma



Capaz de separar as pessoas ao seu redor
Capaz de unir as pessoas ao seu redor